Coletivo 32

Começamos 2019 muito bem: fazendo parte do Coletivo 32!

O Coletivo 32, como o nome diz, é um coletivo de 32 canais do Youtube com uma coisa em comum: as ciências humanas. Foi idealizado pela Lully (do canal Lully de verdade), e está sendo preparado há meses por todos os integrantes. Como vocês podem imaginar, não foi simples tomar decisões em um grupo grande como esse. Mas mais por questão de tempo do que por questão de desentendimento.



Mas enfim, o que importa é que estamos no ar! Lançamos hoje um vídeo com nosso manifesto, e a ideia é que a gente se ajude, de maneiras que ainda estamos descobrindo: a gente acredita no poder do coletivo, que é o que importa no momento! Talvez a Conexão Feminista não consiga participar de todos os projetos, mas é muito legal saber que estamos de mãos dadas com produtores de conteúdo bacanérrimos, como a Jana Viscardi, a Emy Lobo e as Garotas Geeks.

Convido vocês a conhecerem todos os canais que fazem parte do Coletivo 32 (a lista completa está na descrição do vídeo abaixo). Tenho certeza de que vai ter coisa que você vai gostar: história, cinema, linguagem, literatura… é de humanas? Então faz parte do Coletivo!



Manifesto:



Eu acredito na educação. Eu quero visibilidade para as ciências humanas. Eu quero mudar o mundo através da comunicação.

A internet transforma. O YouTube pode ser instrumento de empoderamento, educação, cultura, crescimento, evolução. Este é um grupo que acredita em uma sociedade melhor, mais humana, mais responsável, mais integrada.

Somos youtubers que não buscamos simplesmente likes ou inscritos. Nosso objetivo é alcançar pessoas que, como nós, querem expandir e aprofundar seu olhar sobre o mundo, reconhecendo a pluralidade de ideias que circulam por aí. Não fazemos isso pela fama ou pela grana, mas pela possibilidade de transformação – a minha, a sua, a nossa.

Somos uma união de canais educativos de ciências humanas, comunicação e arte. Somos o Coletivo 32

Nosso 2018

2018 foi definitivamente um ano intenso, pesado, e a impressão é que foi também apenas uma amostra da batalha que nos aguarda nos proximos anos. Mas pra gente também foi um ano de transformação: conquistas acadêmicas,  reconhecimento de colegas ativistas, açõs interessantes nas redes sociais e, estranhamente, uma tranquilidade que vem com a experiência de fazer ativismo já há alguns anos. Juntamos aqui alguns desses momentos mais marcantes, para sempre podermos olhar pra trás e sabermos como construimos nosso caminho.

Muito obrigada pela companhia nesse ano!

Financiamento coletivo

Começamos o ano na metade do nosso financiamento coletivo para o Intercâmbio Feminista. Janeiro foi praticamente inteiro dedicado a promover a campanha chegar na meta mínima, que era de R$9,000. Atingimos a meta antes do final da campanha e conseguimos bater a segunda meta, de R$12,000. Depois do fechamento do financiamento, começamos a nos preparar para o projeto, que tomou forma em julho (leia mais aqui).

Mês das mulheres

Em vez de celebrarmos o dia internacional da mulher no 8 de março, resolvemos celebrar o mês todo! Fizemos algo bem diferente no canal: convidamos colaboradoras e colocamos no ar um vídeo por dia, todos os dias de março. Cada colaboradora falou de algum tema de seu interesse (deixamos a escolha livre para elas). Os 31 vídeos (todos curtinhos) estão aqui.

Intercâmbio feminista

O Intercâmbio Feminista certamente foi a coisa mais incrível que a gente já fez nos nossos três anos de existência. A gente já sabia que conversar com ativistas feministas da Inglaterra seria de um aprendizado imenso, mas acabou superando todas as nossas expectativas. Em uma semana de muito calor em Londres, no mês de julho, rodamos a cidade com a mochila nas costas para conversar com 10 mulheres. Terminamos a semana exaustas (mentalmente e fisicamente) mas também anestesiadas de emoção. Todas as entrevistas estão disponíveis (a maior parte delas já está com legenda em português, terminaremos esse processo nos próximos meses).



Painel Chega de Fiu Fiu em Londres

O documentário Chega de Fiu Fiu foi exibido na embaixada do Brasil em Londres, e ao final da exibição a Helô mediou um painel com outras 3 participantes pra falar do impacto do filme e responder perguntas da audiência. Esse evento foi organizado pela Helô, que entrou em contato com a embaixada, conseguiu o filme com legenda e chamou as 3 panelistas! Foi muito bacana conhecer mulheres brasileiras e inglesas interessadas em falar sobre assédio.

Simpósio em Salamanca

Em julho, logo depois que rolou o Intercâmbio Feminista, a Renata participou de um Simpósio de ‘Gêneros, gerações e violências: Investigações sobre América Latina e Caribe’, que aconteceu na Universidade de Salamanca, na Espanha. Foi uma oportunidade de apresentar o projeto de pesquisa do mestrado dela, que pretende analisar o impacto das narrativas feministas da internet na cobertura da mídia tradicional dos casos de violência doméstica.

Derrubando argumentos anti-feministas

A ideia para essa nova série de vídeos veio de vocês: percebemos que muitas das perguntas que recebemos eram parecidas. Dúvidas genuínas sobre como responder a questionamentos anti-feministas. Os vídeos dessa série são curtos, e cada um responde um argumento anti feminista de forma didática e direto ao ponto. Essa série não tem data pra acabar e continuará em 2019. Até agora foram cinco vídeos, clique aqui para assistir.



Entrevistas com candidatas

Demos continuidade a série que começanmos em 2016, Conexão Política. Essa série consiste em entrevistas com mulheres candidatas a cargos políticos ou envolvidas com campanhas políticas. Em 2016 entrevistamos candidatas a vereadoras. Esse ano foram candidatas a deputadas (estadual  e federal). Falamos com nove candidatas e também com as idealizadoras da campanha Meu Voto Será Feminista. Foram conversas engrandecedoras pra gente, e também muito emocionantes. E o melhor: algumas dessas candidatas foram eleitas!



Hysteria

A Hysteria, como a Conexão Feminista, é uma plataforma de conteúdo digital feita por mulheres. A ideia é destacar produções culturais com uma lente feminista, e por isso a gente deu pulos de alegria quando elas entraram em contato propondo uma parceria. Agora, nossos bate papos em podcast ‘moram’ lá na Hysteria também. E por que isso é legal? Porque temos a possibilidade de atingir pessoas que não nos conheciam, ampliando assim nossa voz e nosso conhecimento.

#16diasdeativismo

Nossa última ação de 2018 foi cultural: durante os 16 dias de ativismo (entre 25/11 e 10/12) demos dicas feministas de filmes, livros, artistas e músicas. Cada uma dessas dicas foi postada na nossa página do Facebook. Acesse o álbum para ter acesso a todas elas.