Feminismo em modo acadêmico

Por Renata Senlle

Em julho, logo depois que rolou o Intercâmbio Feminista, eu, Renata, fui participar de um Simpósio de ‘Gêneros, gerações e violências: Investigações sobre América Latina e Caribe’, que aconteceu na Universidade de Salamanca, na Espanha.

Foi uma oportunidade de apresentar o meu projeto de pesquisa do mestrado, que pretende analisar o impacto das narrativas feministas da internet na cobertura da mídia tradicional dos casos de violência doméstica. Mas o mais bacana desse evento foi que fui convidada por uma querida professora que tive na escola, que hoje acompanha o trabalho que fazemos aqui na Conexão Feminista.

Foi por conta das conversas que propomos aqui, das conexões reais que estabelecemos entre mulheres, dos antigos vínculos que resgatamos e dos novos vínculos que criamos toda vez que falamos das nossas questões, é que fui para a Espanha reencontrar a Vanessa. Quando ela me chamou eu já tinha o projeto, mas não tinha entrado no mestrado. Me inscrevi primeiro por conta desse trabalho aqui.

Ela foi a professora mais marcante do meu tempo de escola. Dava aula de história de um jeito que abriu minha cabeça para as questões das mulheres (lembro das discussões sobre A Letra Escarlate, das mulheres bruxas queimadas pela inquisição e do quanto aquilo conectava com uma raiva interna, que hoje sei que é o feminismo). Gostava tanto dela que fui assistir a defesa da dissertação de mestrado dela que, logicamente, tratava de mulheres. Era sobre as memórias das mulheres católicas do Colégio Sion.

Imagine a emoção de encontrar com ela novamente (nem vou falar quanto tempo depois) e apresentar minhas ideias de pesquisa!? Não sei descrever ainda como foi incrível e impactante. Hoje, ela é pesquisadora do Programa de Pós-Graduação Programa em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da UFBA. E continua sendo uma mulher admirável.

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