Conexão na Hysteria

Ganhamos um presente de aniversário adiantado esse ano: agora fazemos parte da Hysteria!

Pra quem não conhece, a Hysteria é uma plataforma de conteúdo feita por mulheres e para mulheres. São vídeos no youtube, textos e postagens em redes sociais abordando diversos temas. Inclusive feminismo.

Nossa participação na Hysteria não muda em nada nossa criação de conteúdo, apenas amplia nossa voz. Agora, nossos hangouts também estarão ‘armazenados’ por lá, no formato podcast. Que aliás, é o formato que mais cresce mais tem audiência.

A gente quer agradecer a equipe da Hysteria pelo convite e por toda a organização, e queremos convidar vocês a não apenas nos prestigiarem por lá mas também conhecer todo o conteúdo que elas oferecem. Não é pouca coisa!

Livro feminista: A Origem do Mundo, Liv Strömquist

Por Helô Righetto

Demorou para eu descobrir o mundo dos HQs feministas, mas depois que descobri (graças a uma amiga querida que me presenteou com Persépolis) virei fã, já adquiri e li vários. Esse por coincidência foi recomendação da mesma amiga que me deu o Persépolis, e é o tipo de livro que eu quero dar para todas as minhas amigas. O tipo de livro que gostaria de ter lido quando eu era bem mais nova.

Tenho vergonha de admitir que não faz muito tempo que descobri o que significa vulva. Sei que não estou sozinha nessa, e lendo esse HQ da Liv Strömquist me senti menos estúpida: a verdade é que, quanto menos se fala de alguma coisa, mais pagada ela é. Se nunca falamos da vulva (raramente falamos da vagina), como é que eu ia saber que era esse o nome correto da parte ‘externa’ do meu órgão genital?

A autora aborda o contexto histórico do apagamento da vulva e os diversos absurdos aos quais o corpo da mulher tem sido submetido na história da humanidade. Teorias esdrúxulas, experimentos científicos que beiram a tortura e conclusões (feitas por homens) baseadas em achismos e opressão. A Liv faz um link necessário entre a vulva e o crescimento do patriarcado. Fala de sexualidade, de menstruação, da necessidade de definir o corpo da mulher como algo a ser completo pelo corpo do homem. Tudo isso em quadrinhos, com ilustrações lindas e texto muito didático.

Presenteiem as mulheres das suas vidas com esse livro. Vamos derrotar o patriarcado! Vulvas, uni-vos!

Hashtags feministas: minha dissertação de mestrado

Por Helô Righetto

Em agosto desse ano (2018) eu entreguei minha dissertação de mestrado. Eu fiz o curso de ‘Gênero, Mídia e Cultura’ pela Goldsmiths, em Londres. Eu tinha a ideia de pesquisar sobre redes sociais e feminismo desde o começo do mestrado, um ano antes. Queria falar sobre ativismo feminista digital no Brasil mas não sabia exatamente por qual viés. Foram as aulas sobre emoções e teoria do afeto que me fizeram decidir focar em hashtags e analisar se elas tem impacto emocional nas pessoas e s esse impacto emocional surte algum efeito social e político.

Então está aí. A dissertação (em inglês) está disponível para download para quem tem curiosidade ou precisa de uma referência. Vale ressaltar que eu passei : ) Clique aqui para baixar o arquivo em PDF.

Caso alguém tenha alguma dúvida e quiser falar mais sobre a dissertação, é só me dar um toque. Deixa um oi aqui, manda email, sinal de fumaça nas redes sociais… é fácil me achar!

Arrogante

Por Helô Righetto

Ninguém é mais arrogante com as mulheres, mais agressivo ou desdenhoso, do que o homem ansioso com sua virilidade


ATUALIZAÇÃO: o homem sobre o qual me refiro nesse post discordou de tudo que falei aqui. Não gostou de ser chamado de esquerdomacho e parou de me acompanhar no Instagram. Disse que estava querendo apenas me passar sua opinião. Eu entendi tudo isso. Mas como já falei muitas vezes, se você dá sua opinião, você tem que entender que eu vou dar a minha também.

Como a maioria das pessoas que se expressou nas redes sociais a favor da campanha #EleNao no final de semana, eu recebi diversos ataques. Comentários e mensagens privadas de pessoas que se acham no direito de me xingar, se acham no direito de me calar, mas que não tem coragem de usarem seus próprios perfis para defenderem seus candidatos. Perdi mais de uma centena de seguidores no meu perfil pessoal do Instagram (uma bela limpa), mas apesar de todo esse ódio que explodiu, o que mais me afetou foi uma mensagem que recebi de um homem. Tal mensagem me fez identificar esse homem como um esquerdomacho.

Ele me falou que o problema não era eu falar sobre política, mas eu ser arrogante na minha fala. Arrogante… Ou seja, eu ser assertiva e não aceitar engolir desaforo, eu falar abertamente sobre o que penso de pessoas que se escondem na falsa promessa de combate a violência e a corrupção para validarem seus preconceitos, significa que sou arrogante. Segundo o esquerdomacho, feminismo é escolha, e as mulheres que escolhem votar no tal candidato não devem ser tratadas com arrogância por mim. Ora, ora… será que se eu tivesse usado filtro de coração, colocado emojis de risada e falado com uma voz dócil resolveria o problema? Eu me comportar fora dos padrões que são esperados de uma mulher – bela, recatada e do lar – faz de mim uma pessoa arrogante? Eu saber que a minha índole vale mais, que meus valores são concretos e que sei me defender e argumentar com fascistas faz de mim uma pessoa arrogante?

Então sou arrogante, caro esquerdomacho.

O mais interessante é que ele, querendo dizer que estava me dando uma dica, usou a tag #elenao pra finalizar a nossa conversa… Como se isso fizesse dele um homem a ser respeitado. Ou melhor, um homem que respeita a opinião de mulheres.

Escolhas podem ser criticadas sim, mesmo as de mulheres. Eu acho que tudo se discute, independente de gênero. Uma mulher escolher seu voto não significa que ela está livre de críticas. Aprenda um pouco com a gente, assiste essa conversa aqui:

Livro feminista: You Have The Right To Remain Fat, Virgie Tovar

Por Helô Righetto

Um manifesto contra a gordofobia. Um livro fácil de ler (tem em português! o Título é ‘Meu Corpo Minhas Medidas’) que explica didaticamente o que é gordofobia, mas que principalmente deixa claro a intersecção da nossa obsessão pela magreza como sociedade com outras opressões: machismo, racismo, classismo…

A Virgie Tovar, americana filha de mexicanos, conta que passou cerca de 20 anos de sua vida tentanto emagrecer, tentando não ter o corpo que sempre falaram pra ela que era ‘errado’. Ela fala do perigo da cultura da dieta, quem se beneficia com isso e como nos convencemos de que, se não somos magras, ‘merecemos’ ser tratadas como cidadãs de segunda classe.

Tem uma coisa que ela fala, que parece tão simples, mas que achei tão forte: que a solução para um problema como intolerância não é a gente acomodar a intolerância em nossas vidas e fazermos o possível pra ela não nos incomodar. A solução é eliminar a intolerância. Achei genial.

Nós temos no canal três vídeos sobre gordofobia, vou deixar eles aqui caso alguém se interesse pelo assunto e queira saber mais.





#elenão e Hannah Arendt

Por Renata Senlle

Em tempos de #elenão, não canso de pensar como é que pode nossa sociedade permitir que discursos homofóbicos, racistas, machistas, portanto, criminosos, tenham tanto espaço e audiência. Não canso de pensar como é que a gente faz para se envolver mais com política e impedir ou resistir a isso. Como tornar esse tema mais atraente? No nosso canal no YouTube, a playlist Conexão Política é a que tem menos views. Estamos conversando com um tanto de mulheres incríveis que estão se candidatando nessas eleições. Mas existe uma rejeição ao tema, que inclusive impede que a gente junte forças para ir contra esses movimentos retrógrados e a favor de um mundo mais feminista.

E esse assunto me lembrou de uma mulher incrível que se dedicou a pensar as origens de regimes totalitários. A filósofa política judia, Hannah Arendt, viveu a primeira e segunda guerras mundiais e questionou “como foi possível o totalitarismo”, essa experiência do horror? Como nós podemos nos reconciliar com esse mundo? Hannah foi uma filósofa que se dedicou a pensar o mundo; o mundo da ‘vida ativa’. Para ela não dá pra abrir mão de estar no mundo e se responsabilizar politicamente. Para ela, somos mais humanos quando agimos politicamente. Para Arendt, a pluralidade é fundamental na política.

Penso nela e penso na política que nós, mulheres feministas, podemos fazer, e é o que ajuda a manter a energia em tempos estranhos.

PS: Para conhecer mais a obra de Hannah Arendt, indico o curso ‘Nas Fronteiras do Pensamento: Hannah e Butler‘ com a professora Crislei de Oliveira Custódio. A primeira aula foi semana passada e motivou esse post. Tem transmissão ao vivo e gratuita.

Livro Feminista: Bad Feminist, Roxane Gay

Por Helô Righetto

Como feministas e como ativistas, é fácil a gente cair na armadilha do ‘preciso saber tudo e não posso falar besteira’, como se todo um movimento fosse quebrar caso a gente de um passo em falso. Como se nós fôssemos responsáveis por provar a existência do machismo e da misoginia. Se a gente falhar? Ah, tá vendo só, essas feministas não sabem de nada.

É mais ou menos isso que Roxane Gay fala na introdução da coleção de ensaios ‘Bad Feminist’. Que a gente precisa parar de se culpar por gostar de certa música ou assistir certo seriado porque há machismo ali. Que somos seres humanos, temos falhas, e que nossas falhas não podem ser as responsáveis por destruir todo um movimento.

Os ensaios vão muito além da questão ‘má feminista’: Roxane Gay aborda raça e gênero principalmente no que diz respeito a cultura popular. Achei alguns ensaios meio chatos porque ela falava de certo livro ou filme que não assisti. Mas isso acontece em livros de ensaios, nem todos nos agradam. No caso de Bad Feminist, foi a minoria.

Roxane Gay parece estar sentada do seu lado no sofá da sala, conversando sobre o filme que está passando e fazendo você pensar em questões que antes pareciam muito complexas mas que ela faz parecer muito simples. Ela fala de cultura de estupro, de emoções, de livros, de filmes, de uma forma tão fácil e tão interessante, que acho difícil alguém discordar.

O livro é de 2014 e estava esperando na minha estante há pelo menos 3 anos… fui deixando, passando outros na frente, mas finalmente chegou a hora dele. Depois que conversei com a Fran, uma das hosts do podcast ‘Más Feministas’ (que tem esse nome em homenagem ao livro), achei que não dava mais pra adiar!

Imagem: https://dribbble.com/shots/3933414-Roxane-Gay-illustration

A nossa vez

Por Helô Righetto

Acredito que a essa altura do campeonato vocês já estão sabendo do grupo no Facebook com mais de 1 milhão de mulheres que não irão votar no candidato inominável. Estou fascinada pelo grupo e confesso que há horas estou lendo as postagens, interagindo, deixando comentários e lendo o que essas mulheres tem a dizer.

Como a Aline Hack do Olhares Podcast mencionou no Twitter, esse grupo é a prova de que as mulheres não estão para brincadeira na Internet. Imagino que nem todas desse grupo de um milhão se considerem feministas ou muito menos de esquerda, mas me aquece o coração saber que não aceitamos alguém que não apenas não nos aceita como iguais mas também quer tirar os poucos direitos que temos, assim como os direitos da comunidade negra, LGBTQ e outros grupos oprimidos.



Há quem diga que estamos nos iludindo com a internet, que não há revolução feita por esse mundo digital. Eu digo que quem afirma isso não conhece o feminismo brasileiro. Não somos ingênuas. Somos politizadas, somos radicais. Usamos as ferramentas digitais sabendo de suas limitações e suas fragilidades, e sabemos também que nossos opressores estão lá. Não nos reduzam a avatares: somos corpos, somos pensantes, somos articuladas.

Somos 1 milhão contra o fascismo.

Museu Nacional, Maria Leopoldina e Independência

Convidamos a Juliana Fleig Bueno, historiadora e pesquisadora de gênero, para escrever um texto sobre o Museu Nacional. Aí vai! Obrigada Juliana por nos ajudar a deixar essa homenagem ao Museu aqui na Conexão

7 de setembro de 1822

Viva a independência e a separação do Brasil. Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro promover a liberdade do Brasil. Independência ou morte!

Apesar de não ser a mais conhecida, essa foi a frase proferida por Dom Pedro I há quase 200 anos, data que marca a – controversa – independência do Brasil. A colônia se tornava independente de sua metrópole, Portugal.

Não trago novidades, todos aprendemos isso na escola e ouvimos todos os setembros sobre o assunto, mesmo que seja para somente nos alegrar porque teremos um dia extra de folga, como o que ocorreu na última sexta-feira.

O que muitos não sabem, ou se talvez nunca ninguém tenha se esforçado para nos ensinar – ou nós para aprender – é que uma mulher fez parte desse processo. Maria Leopoldina da Áustria foi a primeira esposa de Dom Pedro I, e consequentemente se tornou imperatriz quando o Brasil deixou de ser Colônia e se tornou um Império. Também é a mãe de Dom Pedro II, imperador até o nosso país se tornar República.

Mas como toda mulher, Maria Leopoldina foi muito mais que esposa e mãe. Talvez mais importante que isso, Maria Leopoldina foi uma das principais articuladoras do processo de independência – apesar de Dom Pedro I ter tomado para si toda a glória, como visto na frase que inicia esse texto.

Nascida Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena na Áustria, a então princesa Leopoldina não era alheia aos acontecimentos do período, entendia que havia o perigo da fragmentação territorial por grupos separatistas e acreditava na independência como única saída possível. Além disso, tornou-se a primeira mulher a assumir o poder no Brasil, quando em 13 de agosto de 1822 passou a ser a princesa regente com a viagem de Dom Pedro I para São Paulo. Também foi uma das responsáveis por convencer seu marido a aderir ao processo, e por isso é uma das principais articuladores da independência.

No dia 2 de setembro de 1822, sabendo que a quebra dos laços com Portugal era o melhor caminho, Maria Leopoldina organizou uma reunião do Conselho de Estado na qual foi decidida e formalizada a independência do Brasil. Essa reunião ocorreu no Paço da Boa Vista, Rio de Janeiro.

O que Maria Leopoldina não sabia naquele 2 de setembro é que 196 anos após sua decisiva ação – extremamente incomum para uma mulher de seu período –, o fogo destruiria o local em que este importante fato histórico ocorrera.

E nós, 196 anos depois, precisamos que o fogo destruísse o Paço da Boa Vista, então Museu Nacional do Rio de Janeiro, para lembrarmos que mulheres também tiveram seu papel na história e não eram apenas figurantes ou bibelôs que embelezam o ambiente.

Nós precisamos do fogo para lembrar de Luzia, fóssil mais antigo encontrado na América Latina. A “primeira brasileira” – sim, uma mulher! – que viveu há mais de 10 mil anos em nossas terras e que nos mostrava que nossas antepassadas estavam lá, e que a natureza tratou de preservá-las.

Nós precisamos do fogo para lembrar de tantas outras relíquias perdidas num dos mais incríveis museus brasileiros, que abarcava História, Arte, Geografia, Ciência e tantas outras disciplinas.

Nós precisamos que fogo destruísse o elo passado-presente para lembrar de nosso passado e questionar o nosso presente.

Espero que o fogo que apagou nossa memória, que destruiu itens que jamais serão recuperados e substituídos, como acreditam alguns políticos, seja responsável por não nos fazer esquecer de que um povo é feito também de sua história.

Quando morre um museu, um pouco da gente morre junto, mas uma outra parte começa a viver e recordar. Talvez do fogo, como a fênix, renasceremos.

Faça política como uma mãe (feminista!)

Por Renata Senlle

No dia 1º de setembro, participei de uma roda de conversa com o tema #mãesnapolítica, liderado pela ativista Anne Rammi, que é candidata a deputada estadual numa proposta diferente, com mandato coletivo, pela Bancada Ativista do PSOL.

A conversa reuniu um grupo de mães interessadas em falar das suas questões e em como isso reverbera no mundo político. Eram mulheres que não se veem representadas pelos eleitos aos cargos políticos. Mulheres que tem suas demandas diárias de vida pouco levadas a sério. Mulheres que entenderam que “o futuro do movimento feminista é angustiar a sociedade, deparando-a com problemas que, até agora, as mulheres tentaram resolver sozinhas”, como bem disse a escritora Rosiska Darcy de Oliveira no livro A Emergência do Feminino.

Pra não cair no textão, reuni alguns tópicos da conversa e que pontuam a urgência de a gente ter mais mulheres feministas no poder:
  • 83% das mulheres no Brasil são responsáveis pelos cuidados com os filhos.
  • Como fica a saúde mental das mulheres pós-filhos, dada a invisibilidade com que somos tratadas a partir do parto?
  • E o grande puerpério que é não se reconhecer após o parto, independentemente do tempo que faz o nascimento dos filhos.
  • Estamos em 2018 e não tem banheiro para criança, nem adequação de acessibilidade em transporte público. As crianças não existem. Mal são vistas como pessoas.
  • Onde estão as crianças nos dias não letivos das escolas? Quem cuida delas?
  • E as mães migrantes que não têm direitos políticos no país? A mãe migrante é como uma criança: precisa de alguém para falar e fazer por ela.
  • E os relatos de mulheres que já ouviram dos chefes que “rendem menos no trabalho por serem mães”?.
  • As mães viabilizam a sociedade. Nosso trabalho como mães é fundante da sociedade, mas somos vistas como meio e não como pessoas.
  • E as mães de filhos autistas que, não bastasse o perverso e bem intencionado discurso de “serem mães especiais” são recriminadas se querem fazer algo mais das suas vidas, além de cuidar dos filhos, porque, afinal “quem vai cuidar da criança?” (contém ironia nas aspas).
  • E o abandono paterno de 78% dos homens que largam as famílias em caso de nascimento de filhos com síndromes raras, de acordo com dados do Instituto Barese.
  • E as mães que já estão envolvidas politicamente que ouviram que “talvez não seja o momento da vida para fazer isso”.
  • Não adianta falar para uma mulher denunciar violência doméstica sem oferecer atendimento de cuidado para ela ser fortalecida depois disso. É preciso criar redes de apoio e fortalecimento.
  • Mulheres vítimas de abuso e violência devem ser realmente atendas pela polícia?
  • Devemos humanizar a polícia ou criar um atendimento diferente para esses casos com outra instituição responsável?


São temas e problemas que particularmente eu nunca vi nas pautas dos candidatos….

E pra fechar esse texto, vou de novo com Rosiska Darcy de Oliveira: “os interesses das mulheres estarão representados quando, no poder, uma mulher for capaz de agir como mulher, desafiando todo o estereótipo cultural que inferioriza a razão feminina como irracional e a sensibilidade feminina como sentimentaloide” “Não se trata de entrar na máquina política mas, talvez, de enguiçá-la para que outra se torne necessária, em que as mulheres possam funcionar”.