A nossa vez

Por Helô Righetto

Acredito que a essa altura do campeonato vocês já estão sabendo do grupo no Facebook com mais de 1 milhão de mulheres que não irão votar no candidato inominável. Estou fascinada pelo grupo e confesso que há horas estou lendo as postagens, interagindo, deixando comentários e lendo o que essas mulheres tem a dizer.

Como a Aline Hack do Olhares Podcast mencionou no Twitter, esse grupo é a prova de que as mulheres não estão para brincadeira na Internet. Imagino que nem todas desse grupo de um milhão se considerem feministas ou muito menos de esquerda, mas me aquece o coração saber que não aceitamos alguém que não apenas não nos aceita como iguais mas também quer tirar os poucos direitos que temos, assim como os direitos da comunidade negra, LGBTQ e outros grupos oprimidos.



Há quem diga que estamos nos iludindo com a internet, que não há revolução feita por esse mundo digital. Eu digo que quem afirma isso não conhece o feminismo brasileiro. Não somos ingênuas. Somos politizadas, somos radicais. Usamos as ferramentas digitais sabendo de suas limitações e suas fragilidades, e sabemos também que nossos opressores estão lá. Não nos reduzam a avatares: somos corpos, somos pensantes, somos articuladas.

Somos 1 milhão contra o fascismo.

3 comentários sobre “A nossa vez”

  1. Existem homens todos os dias querendo dizer o que é feminismo, que não somos politizadas, que somos “maria vai com as outras” como li hoje. Mas somos a maioria no eleitorado, e hoje sabemos do nosso poder de decisão. Esse movimento só mostra o quanto podemos ser fortes quando estamos unidas… e faz um tempo que eu deixei de tentar convencer homens de que o “você sabe quem” é uma péssima escolha, e comecei a conversar muito mais com as mulheres a minha volta, e a alertar sobre o candidato. Vem sendo muito bom o resultado!

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